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Gestão de Crises e Continuidade dos Negócios

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Estou cansado dessa tal de resiliência!

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Particularmente acho que este assunto está se tornando um pouco chato. Parece que o mercado e as empresas ficaram obcecadas pelo termo. Ele aparece na maioria dos títulos dos artigos, papers e apresentações realizadas: "Como Construir uma Organização Resiliente", "Resiliência na Era Digital", "Liderando Equipes Resilientes", "Criando Resiliência Global." Você percebeu isso?

Na verdade, acredito que a maioria dos mortais, e eu me incluo neste grupo, não entende realmente o verdadeiro sentido do termo RESILIÊNCIA.

Se analisarmos a palavra Resiliência encontraremos nos dicionários alguns sinônimos: elasticidade, durabilidade, plasticidade e maleabilidade. No entanto você nunca viu títulos como: “Construindo uma Organização Elástica”, “Liderando Equipes Maleáveis” ou "Durabilidade na Era Digital". É claro que não, pois esses títulos não atribuem a mesma importância ao texto.

Gerir Continuidade dos Negócios não é uma atividade simples, agrega-se o fato de ser uma nova profissão, que cresce rapidamente, mas, antes de se adicionar mais um jargão a um número enorme de termos e siglas existentes, vamos pelo menos ter certeza do que isso significa.

Talvez seja minha idade ou meu cérebro se tornou menos capaz em gerir pensamentos complexos, mas hoje meu objetivo é simplificar, assim não fico confuso. By the way, essa talvez seja a prática para a criação da resiliência, a simplicidade. Então vamos lembrar algumas coisas:

1) Resiliência é algo em eterna construção, a busca pelo “estado da arte”: Seja o seu corpo, a sua empresa, a comunidade ou até mesmo seu País, você nunca concluirá a implementação da resiliência. Além disso, para os que conseguirem, será exigido um enorme esforço para manter o nível alcançado.

2) Resiliência é contextual: Eu posso ter feito de tudo para me tornar resiliente, para tornar minha empresa resiliente, mas se eu for atropelado por um carro ou atacado por um leão, nada disso fará diferença. Isso vale para empresas que passaram por um terremoto ou tinham escritórios no WTC, por exemplo.

3) Resiliência não é algo que você faz antes, durante ou logo após as crises: É melhor torcer para que o "Fator R" de sua empresa seja suficientemente alto para suportar uma interrupção ou um desastre. Imagine como sua empresa vai funcionar sem os sistemas de informática, por exemplo.

4) Lembre-se das palavras que ganharam o mundo, de forma rápida e intensa, e foram esquecidas: reengenharia, qualidade total, empowerment, para citar alguns exemplos.

Para finalizar, peço desculpas por minha descrença, mas como posso falar de pessoas e empresas resilientes, se ainda não entendemos a diferença entre contingência e continuidade. 

Gerald, concordo inteiramente com você.

Baseado no artigo de Gerald Lewis “I Am Tired of Resiliency/Resilience”.

 

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