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Gestão de Crises e Continuidade dos Negócios

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Ano novo, velhas tragédias

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A recente tragédia ocorrida na cidade de Santa Maria, mostra a importância da gestão de riscos eficaz.  Segundo o que tem sido veiculado na mídia requisitos básicos de segurança e prevenção não existiam ou simplesmente falharam.  

Neste momento questões relativas a prevenção de incêndios, avaliação de riscos, planos de abandono, gerenciamento de crises, etc. serão tratados por todos, é a bola da vez. Pena que a preocupação com questões tão importantes dure tão pouco, aposto que na próxima semana o assunto será o carnaval, talvez o BBB ou algum novo escândalo político. 

 
O certo, é que vamos esquecer do ocorrido, afinal a vida continua e vivemos em um “País Abençoado por Deus” onde as catástrofes ocorrem sempre em outros lugares, com outras pessoas e são simplesmente má sorte.

Mas quais são as questões que nos levam a agir desta forma, essa ausência de consciência dos riscos e das formas de prevenção.

A primeira questão é relativa ao ser humano em geral, não só o Brasileiro. O chamado “viés da normalidade” faz como que pessoas comuns e que não têm preparo para “enxergar” situações de risco, desconsideram a possibilidade de ocorrência de eventos, digamos, desagradáveis. Se algo nunca aconteceu, porque acontecerá? Essa falta de percepção de risco é uma barreira fundamental a qualquer ação preventiva.

Veja que catástrofes, como a ocorrida na Boate Kiss, são raras e, portanto normalmente não são consideradas.  Além disso, normalmente as causas parecem complexas, podendo envolver uma sequência de falhas, organizacionais e técnicas. Então para que se preocupar com isso, né?

Outra questão a ser considerada é a “audição seletiva”, ou seja, normalmente um gestor de riscos/continuidade/segurança é o portador de más notícias e isso não é agradável. Essa “cultura” torna muito difícil para a equipe falar sobre riscos e prevenção. Nestas situações onde as informações são dissidentes e/ou contrárias ao pensamento comum, elas não são bem recebidas, então cada um escuta apenas o que lhes agrada, o que não permite visões diferentes e desafiadoras.

Claro que existem outros inúmeros fatores que nos levam a total falta de prevenção existente hoje, corrupção, o jeitinho, o foco no lucro, carência de normas e a ausência de fiscalização para as normas que existem. Muito precisa ser discutido, ajustado, melhorado, mas a principal mudança é a cultural e ela depende de cada um de nós, pense nisso!

 

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