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Gestão de Crises e Continuidade dos Negócios

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GCN no país abençoado por Deus

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A Gestão de Continuidade dos Negócios (GCN) é ainda um assunto novo para os brasileiros. Como disse o famoso cantor Jorge Ben, vivemos em um país “abençoado por Deus”, onde os desastres naturais, como terremotos e furacões, não acontecem ou não aconteciam com frequência.

A ausência deste tipo de evento faz com que as pessoas, os gestores e as empresas não acreditem que algo ruim possa acontecer, tendo a sensação de que se está imune a acontecimentos desastrosos ou a qualquer tipo de interrupção mais grave e faz com que as empresas brasileiras neguem suas vulnerabilidades e justifiquem o fato de não necessitarem de um programa de gestão de continuidade dos negócios efetivo.

A frase “mas isso nunca aconteceu” ou “isso nunca acontecerá conosco” é muito ouvida por quem tem como responsabilidade a GCN corporativa. Então, já que nada vai acontecer, um Programa de Continuidade parece desperdício de tempo e dinheiro.

Para aqueles que também vivem em países abençoados ou com pouca cultura de GCN apresento algumas dicas que podem facilitar sua implementação:

Seja um missionário
Aproveite cada momento para divulgar a Gestão de Continuidade dos Negócios, ou caso exista, o programa de GCN corporativo. Mostre os benefícios que o programa pode trazer para a empresa, sejam eles financeiros, legais ou ligados a reputação e a marca. Torne-se uma autoridade no assunto. Estude, seja um profissional certificado. Utilize as melhores práticas como base, aproveite o que os institutos de GCN têm a oferecer, o compartilhamento do conhecimento.

Comece pequeno
Não existe uma receita para implementar GCN, o que serve para uma empresa pode não servir para outra, mesmo empresas do mesmo segmento. A GCN tem um componente cultural muito forte e seu desenvolvimento terá que se adequar aos gestores, aos empregados e à cultura da empresa. Sem dúvida o melhor modelo é o “sob medida”, aquele desenvolvido internamente, por empregados e com recursos próprios.

A implementação da GCN começa com um projeto e assim como qualquer projeto, é necessário que se façam entregas de acordo com os prazos estabelecidos. A velocidade de conclusão das etapas do projeto estará diretamente relacionada ao apoio da Alta Administração e aos recursos disponíveis.

Dependendo do tamanho da empresa e do escopo definido, o projeto pode demorar a apresentar os primeiros resultados. Realizar entregas menores pode ser a melhor estratégia, pois manterá o assunto vivo e no radar da Alta Administração. Comece pequeno, pense grande e evolua sempre.

Convencer e conquistar
Duas coisas podem comprometer o desenvolvimento de um programa de GCN, a falta de patrocínio da Alta Administração e a falta de comprometimento dos empregados. Para que tenhamos sucesso é necessário convencer a alta administração sobre a necessidade e os ganhos que serão obtidos pela empresa com a implementação da GCN.

O apoio da Alta Administração é fundamental para a GCN, por isso, convencer e envolver os seus membros é fator crítico de sucesso. Faça com que eles saibam o que é GCN e qual sua importância para a empresa. Lembre-se que não é possível desenvolver estratégias de continuidade sem investimento e são os membros da Alta Administração que assinarão o cheque.
Lembre-se também que uma boa parcela dos empregados ficará interessada pela GCN se souberem que o presidente apóia o programa.

Será necessário conquistar e envolver os empregados em todas as fases de implantação do programa. Desta forma os empregados farão com que toda a parte operacional da GCN aconteça. Ninguém desenvolverá bons planos e os manterá atualizados sem entender exatamente porque está fazendo isso. A grande maioria das pessoas acha muito chato ter que documentar suas atividades e procedimentos, afinal quem gosta de documentar alguma coisa? Outros serão resistentes, pois ao documentar suas atividades têm medo de se tornarem desnecessários.

Keep it simple
GCN é um processo complexo até para quem entende do assunto. É necessário torná-lo simples e acessível a todos. Desenvolva modelos e manuais de fácil entendimento. Planos muito extensos ou complexos não terão muita utilidade em situações de crise. Menos pode ser mais.

Aproxime-se da TI
Nas últimas décadas a TI tornou-se uma atividade cada vez mais compartimentada dentro das organizações, distanciando-se das operações de negócio, as quais suporta. A dificuldade no relacionamento entre a área de TI e o negócio, gera um descasamento das estratégias de recuperação de desastres e a GCN corporativa. A principal questão é cultural, ou seja, um problema das pessoas e não da tecnologia em si. Para que isso não aconteça é necessário que cada parte da corporação entenda seu papel na GCN Corporativa e como pode contribuir efetivamente para o seu sucesso. Buscar o entendimento entre TI e negócio é uma responsabilidade do Gestor de GCN, patrocinado é claro pela alta administração.

Finalmente lembre-se que grandes desastres acontecem raramente, mas incidentes menores que podem interromper as atividades e serviços de uma organização por longos períodos são mais frequentes.

A continuidade dos negócios deve ser tratada como ferramenta de gestão indispensável para a manutenção dos negócios/serviços, devendo ser conhecida no nível estratégico da empresa e tendo suas diretrizes claramente definidas e disseminadas para todos.

Faça uma avaliação criteriosa da atual exposição aos riscos e da quantidade e intensidade dos incidentes que ocorrem no dia a dia e suas consequências. Essas informações podem certamente justificar o investimento em um programa de GCN. Pense nisso.
 

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