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Gestão de Crises e Continuidade dos Negócios

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A GCN na estrutura Organizacional - Qual o tamanho da equipe?

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No artigo anterior abordamos questões relacionadas ao posicionamento da equipe de GCN no organograma corporativo e o entendimento é que essa equipe deve ser vinculada ao nível mais alto da organização, preferencialmente a Presidência.  Mas qual é o tamanho desta equipe?

Posso dizer que não existe uma fórmula matemática para definir quantos serão os integrantes desta equipe, o mais importante é que eles estejam bem preparados e tenham os recursos necessários disponíveis. Talvez a resposta a esta pergunta seja - nunca teremos o número suficiente!

De forma prática, o tamanho da equipe está relacionado a duas variáveis: O tamanho da empresa e seu nível de maturidade na GCN.

Primeiro, quanto maior a empresa, maior o número de unidades/departamentos, maior o número de escritórios em locais diferentes, maior o número de planos e testes que são realizados e provavelmente maior a cobrança da alta administração, auditorias interna e externa e do regulador, caso ele exista.

Este nível de responsabilidade exige um maior investimento na estrutura da GCN, podendo então a equipe ser dimensionada com base em suas responsabilidades/atividades, que resumidamente são:

- Publicar e manter a Política de GCN;
- Realizar o BIA;
- Realizar as avaliações de risco;
- Definir os padrões de planos e testes;
- Elaborar as estratégias de continuidade;
- Acompanhar o desenvolvimento, manutenção e testes dos planos;
- Disseminar cultura de GCN;
- Responder aos apontamentos da auditoria interna e externa e do regulador;
- Gerenciar Crises.

Segundo, em empresas mais maduras a GCN deve ser administrada por uma unidade específica e não mais fazer parte da área de TI, de compliance ou da gestão de risco operacional. Neste caso, dificilmente teremos uma unidade com dois ou três empregados.

Já em empresas menos maduras pode não existir unidade responsável pela GCN, ou seja, o responsável pela GCN também é responsável por algo “mais importante”. Neste caso será difícil dimensionar a equipe, pois ela também estará envolvida em outras atividades.

As pesquisas relacionadas ao tema apontam para algo entre 3 e 15 empregados com dedicação exclusiva a Gestão de Continuidade dos Negócios. Bom lembrar que normalmente a equipe de GCN também é responsável pela gestão de crises e que uma equipe muito pequena terá dificuldades para “tocar” as duas disciplinas de forma adequada.
 
Um bom número para começar é ter 4 ou 5 empregados dedicados à GCN em uma empresa de tamanho médio. Se existirem ferramentas que automatizem a realização do BIA e a gestão dos planos e testes o número de empregados pode ser um pouco menor, mas não menos do que três, pois os empregados tiram férias e podem ficar doentes.

Além destes empregados dedicados, será necessário ter pelo menos uma pessoa por unidade com o papel de ponto focal da GCN, sendo sua responsabilidade gerenciar o desenvolvimento e a manutenção dos planos, além de planejar e executar os testes. Este empregado é alguém que conhece o processo de negócio em questão e mesmo não fazendo parte da equipe de GCN corporativa, precisa ter conhecimento sobre a disciplina.

 

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